Advogada, Escritora, Ativista Cultural, Natural de Santo André, Estado de São Paulo. Acadêmica, Cadeira n. 43 - Academia Nacional de Letras Portal do Poeta Brasileiro - ANLPPB www.anastoppa.prosaeverso.net

15
Abr 13


       Passarinho que pensa ser esperto não se aperta.


       Escapa da gaiola sem que a porta esteja aberta.


       E por falar em porta porque a chamam de surda? 


       Imaginem  se ela escutasse o que se faz atrás da porta?


       E, por falar em passarinho, e se de
 repente volta e se esconde atrás da porta?


       A porta que é surda não escuta o pobrezinho. 

 
       Aquele que atrás se esconde fica na espreita
 quietinho. 


       A porta também é muda,  de modo que nada fala.


       Aquele que se esconde,  devora o passarinho.


       Sucumbe as penas no ar sem ao menos dizer ai.



       A outra porta que é surda abriu e soltou o gato, que viu a gaiola vazia.


       E o pobre do passarinho  que sonhou com a liberdade...


       Liberdade?


       Que nada !


       - Serviu de  banquete  atrás da porta que aliás, continua surda!  

                     

    

        Ana Stoppa


publicado por Ana Stoppa, Escritora Brasileira. às 08:37

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