Advogada, Escritora, Ativista Cultural, Natural de Santo André, Estado de São Paulo. Acadêmica, Cadeira n. 43 - Academia Nacional de Letras Portal do Poeta Brasileiro - ANLPPB www.anastoppa.prosaeverso.net

13
Mai 13

Petúnias Mortas


Na massa que move poeira da estrada
Chamas  apagadas,  resquícios do nada
Mortes anunciadas,  vidas nubladas
Não queira  ser só, desate os nós
Solfeje  os dós , domine as   dores
Cace   o amor,  sem  eira  nem beira
Além  dos  limites,  assim se permita
Viver é  fluir,  é bem mais que existir
Abrace, amasse, entregue, se apresse
As   frutas maduras bem pouco duram
Mel a jorrar,  vem  o amor   lambuzar
Água  de cheiro, perfumes de  vida
Olor de camélias,  vermelho arlequim
Cintila o orvalho no cristal das gotas
Lençóis de cetim reluzem   carmim
Enfeitam  donzelas  nas belas janelas
A  esperar por elas,  acendam  a vela
Caem todos  muros diante dos urros
Nas paredes tortas rangem as portas
Que já não importa,  retas ou tortas
Se tem um  pavio ou curva de rio
Se  guardam o profano ou azul oceano
De  onde derivam ,  vidas à deriva.
Perdidas   no fel,  no tosco papel
Dos tristes barcos,   cinza opacos
Sonhos acabados,  já não  importam
.Lençóis revirados de pranto molhados
De amores  sepultados, já não  importa
Amores adormecem, cerram-se as portas
Fenecem as almas  de dor adornadas
Cercadas do olor, das petúnias mortas
Já não  importa....


Ana Stoppa

publicado por Ana Stoppa, Escritora Brasileira. às 23:48

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